sexta-feira, 10 de junho de 2011

AUSÊNCIA DOS PAIS NA FORMAÇÃO DOS JOVENS


Com raríssimas e honrosas exceções, só há no Brasil, hoje, duas classesociais: os muito ricos e os miseráveis.
Essa situação criada pelos altos dignitários da Nação – legisladores e executivos – desestruturou a família que, na ânsia de defender o seu salário real, na luta pela sobrevivência, esqueceu a responsabilidade de  educar, preocupando-se, exclusivamente, com o gerar filhos e abandoná-los à própria sorte.
O diálogo foi abolido da sociedade, a começar pelo lar. Pais e filhos só se encontram para discutir, ralhar, brigar. Não há amor, absorvidos que estão na busca incessante do dinheiro, do “status”.
Não se fala em Deus, nem em Pátria, menos ainda em família. Sozinhos, carentes de afeto, os nossos jovens enveredam por caminhos tortuosos, procurando alívio para a ausência de afetividade nas drogas, no sexo desenfreado, na corrupção dos costumes, provocando mortes inúteis, alienação, destruição, guerras e conflitos interiores, a decadência do ser humano, a falência moral.
Uma reformulação de conceitos faz-se necessária, urgentemente, principalmente no que se refere à reaproximação entre pais e filhos, a retomada de consciência no sentido de que gerar e parir implica numa responsabilidade maior que é o educar, preparando os nossos jovens para uma sociedade mais justa e mais humana.
                                      
 Marisa Alverga

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