quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A FLAUTA E O SABIÁ


Ficheiro:Turdus-rufiventris.jpg
Em rico estojo de veludo, pousado sobre uma mesa de charão, jazia uma flauta de prata. Justamente por cima da mesa, em riquíssima gaiola suspensa ao teto, morava um sabiá. Estando a sala em silêncio, e descendo um raio de sol sobre a gaiola, eis que o sabiá, contente, modula uma ária. 
Logo a flauta escarninha põe-se a casquinar no estojo como a zombar do módulo cantor silvestre. — De que te ris? indaga o pássaro. E a flauta em resposta:
— Ora esta! pois tens coragem de lançar guinchos diante de mim?
— E tu quem és? ainda que mal pergunte.
— Quem sou? Bem se vê que és um selvagem. Sou a flauta. Meu inventor, Mársias, lutou com Apolo e venceu-o. Por isso o deus despeitado o imolou. Lê os clássicos.
— Muito prazer em conhecer... Eu sou um mísero sabiá da mata, pobre de mim! fui criado por Deus muito antes das invenções. Mas deixemos o que lá se foi. Dize-me: que fazes tu?
— Eu canto. 

— O ofício rende pouco. Eu que o diga que não faço outra coisa. Deixarei, todavia, de cantar e antes nunca houvesse aberto o bico porque, talvez, sendo mudo, não houvessem escravizado se, ouvindo a tua voz, convencer-me de que és superior a mim. Canta! Que eu aprecie o teu gorjeio e farei como for de justiça.
— Que eu cante?!...
— Pois não te aprece justo o meu pedido?
— Eu canto para regalo dos reis nos paços; a minha voz acompanha hinos sagrados nas igrejas. O meu canto é harmoniosa inspiração dos gênios ou a rapsódia sentimental do povo.
— Pois venha de lá esse primor. Aqui estou para ouvir-te e para proclamar-te, sem inveja, a rainha do canto.
— Isso agora não é possível.
— Não é possível! por quê?
— Não está cá o artista.
— Que artista?
— O meu senhor, de cujos lábios sai o sopro que transformo em melodia. Sem ele nada posso fazer.
— Ah! é assim?
— Pois como há de ser?
— Então, minha amiga modéstia à parte vivam os sabiás! Vivam os sabiás e todos os pássaros dos bosques, que cantam quando lhes apraz, tirando do próprio peito o alento com que fazem a melodia. Assim da tua vanglória há muitos que se ufanam. Nada valem se os não socorrem o favor de alguém; não se movem se os não amparam; não cantam se lhes não dão gorjeia porque tem voz. E sucede sempre serem os que vivem do prestígio alheio, os que mais alegam triunfos. Flautas, flautas... cantam nos paços e nas catedrais... pois venha daí um dueto comigo.
E, ironicamente, a toda voz, pôs-se a cantar o sabiá, e a flauta de prata, no estojo de veludo... moita.
Faltava-lhe o sopro.
(Coelho Neto)

Postado por Marisa Alverga





A SAIA DA MINHA VIZINHA




Incrível como a vida, as experiências, os tombos,
os "sapos" que acabamos engolindo sem querer,
nos ensinam a enxergar as coisas de outra maneira.

Eu era uma daquelas mulheres vazias,
que me importava com a combinação das almofadas,
com aquele arranjo de flores, com a louça do banheiro...
Que me indignava com o "comprimento" da sai da minha vizinha,
que insistia, todos os dias, em sair pelas ruas,
deixando a “homarada” em polvorosa.

Como eu era medíocre ao sair por aí julgando "a" ou "b"
por suas vestes ou, pelo descuido com sua casa.

Nossa! Como iria receber meus amigos sem que a
casa estivesse impecável, sem um faqueiro de prata,
sem aqueles pratos pintados à mão?

Meu Deus, como eu era mesquinha, como a "saia da vizinha"
me incomodava, como o faqueiro era mais importante que minha
vida, como julgava, como tratava meus amigos tão formalmente.

Falar palavrão? Era coisa de gentinha... 

Eu só queria receber diplomatas e, ai de mim, se a piscina,
a churrasqueira e a sauna não estivessem funcionando. 

Mas, um dia eu me vi numa UTI, toda entubada, 

pelada, morrendo de frio, a vida indo “prás cucuias” por conta de 

uma cirurgia no cérebro.

Naquele instante eu queria estar na rua,
observando a “homarada” boquiaberta olhar minha vizinha passar,
ver o sol, mandar o faqueiro para "aquele lugar".

EU QUERIA VIVER!

Mas, naquele momento, eu aprendia, então pensava:
- Minha vizinha está lá, andando com a saia curta,
sentindo o sol na pele, levando a vida do jeito que
ela gosta e eu aqui nesta cama...
Passei a vida inteira arrumando a casa e
julgando os outros e agora?                                           

                                                                     

São estas as lembranças importantes da sua "grande" vida? 



- O faqueiro, os pratos pintados, as taças de cristal,
as almofadas tão belamente arrumadas no sofá?

Eu jurei a mim mesma, naquele instante,
que nunca mais julgaria ninguém, que iria viver minha vida,
sentindo cada segundo do meu viver.

Que nunca mais iria me preocupar com a louça do banheiro,
com almofadas combinantes...

E que, a partir daquele instante, a minha
maior riqueza seriam MEUS AMIGOS, curti-los ao máximo.

E não importa como meus amigos se apresentam:
Alegres, tristes, solitários, cafajestes, esquerdistas,
direitistas, malucos ou, certinhos demais...

Por fim, também aprendi que não devo
julgar aqueles
que ainda não levaram suas "porradas",
que saem por aí julgando os outros, com preconceitos idiotas,
os "certinhos", os "donos da verdade" pois, eu também já fui assim.

Enfim, hoje venho agradecer a Deus 

por cada segundo vivido,
pelo bom dia que distribuo e
pelo quanto aprendi com "a saia da minha vizinha",
que tanto me incomodava. 

Cláudya Lessa  

Postado por Marisa Alverga






                                              Gabriel Perissé
Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências. As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão. Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados. Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente. Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança. Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada. Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros. Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável. Gabriel Perissé é doutor em Filosofia da Educação pela USP e autor do livro O professor do futuro (Thex Editora).

Postado por Marisa Alverga

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

HOMENAGEM AO IMPERADOR



Por ocasião de uma viagem ao Estado do Paraná, D.Pedro II foi hospedado em Ponta Grossa, por um fazendeiro rude, mas trabalhador e leal.
Sem maiores cerimônias, ofereceu um almoço ao Monarca, e disse-lhe:
Senhor Imperador! Eu podia ter feito mais alguma coisa. Podia ter matado mais uma vitela, mais um peru. Mas preferi assinalar de outro modo a vossa passagem por esta terra, e a honra de vir a esta sua casa: libertei todos os meus escravos, cerca de setenta, e peço a Vossa Majestade o favor de lhes entregar as cartas de liberdade!
Ao voltar à corte, o soberano recebeu, do Ministro do Império, os decretos que identificavam as pessoas que o haviam homenageado durante sua excursão. Notou que, para aquele fazendeiro paranaense, havia sido guardado o título da Ordem da Rosa.
Isto é pouco para esse homem. Declarou o Imperador. Faça-o Barão!
Mas, Majestade, - questionou o Ministro, - ele é quase um analfabeto.
Pedro II fitou-o determinado e respondeu:
Não será o primeiro! Esse fazendeiro é um homem muito digno e tem este merecimento. Mande-me o decreto fazendo-o Barão dos Campos Gerais.
*   *   *
A História do Brasil nos traz esta passagem, que revela aos homens a melhor maneira de se homenagear seu Criador, seu Soberano: fazer o bem.
Deus não deseja homenagens vistosas, não deseja cerimoniais luxuosos, sacrifícios humanos. A forma mais bela de reconhecer Sua grandeza, de mostrar como somos gratos por tudo que somos, por tudo que temos, está no amor a Suas criaturas, Seus filhos.
O fazendeiro da história libertou seus escravos. Nós podemos, quem sabe, dar liberdade a quem amamos, procurando erradicar de nossas vidas o ciúme desequilibrado.
Ou doarmo-nos um pouco mais a quem precisa, concedendo alguns instantes de atenção a quem está ao nosso redor, procurando ouvir mais, procurando guardar um tempo em nossos dias atribulados para perguntar Como vai você?, e esperar pela resposta, realmente desejando saber como vai aquela outra vida, aquele próximo.
Não há homenagem mais bela a Deus do que praticar a Lei maior do Universo, a Lei de Amor.
Amando a criatura estaremos amando seu Criador.
*   *   *
Admirar, sentir, respeitar a natureza é uma das formas de louvar a Deus.
Procuremos, nos instantes do dia, quando nossos pulmões encontrarem os ares da manhã, fazer uma prece, agradecendo pela vida, por mais um dia, pelo espetáculo belíssimo das obras de Deus a inspirarem nossos corações, concedendo-nos a certeza plena de que estamos protegidos, e de que fazemos parte de um Universo perfeito.

Redação do Momento Espírita, com base no livro Chico Xavier, D.Pedro II e o Brasil, de Walter José Faé, ed. Cor.

OBS.  Adicionado por Marisa Alverga


sexta-feira, 20 de setembro de 2013



A HISTÓRIA DO PATO


Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias.
Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo.
Certa tarde, viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste!
Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira! Beatriz, a sua irmã viu tudo mas não disse nada aos avós.
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a louça"
Mas ela disse: " Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra do pato?" Então o Felipe lavou os pratos.
Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar." Beatriz apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele, "Lembra do pato?" Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.
Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não aguentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.
A vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!"
Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito... (mentir, enganar, seus maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc ).... seja o que for... você precisa saber que DEUS estava na janela e viu tudo como aconteceu.
Ele conhece toda a sua vida ... Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você já está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo.
DEUS só está esperando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece. É pela graça e misericórdia de DEUS que somos salvos. Vá em frente e faça a diferença na vida de alguém hoje. Compartilhe esta mensagem com um amigo e lembre-se sempre: DEUS está na janela e sabe de tudo!
A vontade de DEUS nunca irá levá-lo aonde a Graça de DEUS não irá protegê-lo."
Você que está passando por alguma dificuldade com relacionamento, seja com o cônjuge, seja com os pais, com os chefes ou colegas de forma geral. Tenho um orientação a te dar:
Primeiro: Decida em seu coração querer resolver a situação e depois ore para que DEUS opere e conduza a oportunidade que com certeza vai acontecer.
Segundo: Chegue para dialogar com a pessoa pedindo perdão, fale que a pessoa é muito importante para você, e que os poucos momentos que você convive com ela são preciosos para serem desperdiçados com brigas. Acima de tudo, FALE A VERDADE, mesmo que você ache que assim fazendo vai afastar a pessoa, isso pode até acontecer mas você ganhará a liberdade de poder olhá-la nos olhos novamente e recomeçar um novo relacionamento seja ele qual for, quando se fala a verdade se ganha credibilidade, e é isso que falta nas pessoas de hoje.
Postado  por Marisa Alverga

quinta-feira, 5 de setembro de 2013




Na sexta feira, 12 de maio de 2011, uma amiga do meu filho pulou do 8º andar do prédio onde morava na Rua Emiliano Perneta. Era uma adolescente. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do Colégio Bom Jesus, e a mochila nas costas, o que indicava que iria para o colégio à tarde, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo. Foi um choque para todos os colegas!
Aí vem a pergunta: Por quê? Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter? Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada...
Ele me disse:
- Mãe, eu acho que era falta de colo.
Questionei:
- Como assim?
E ele me disse:
- Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro para gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis, celular, tudo muito caro, etc... E sempre cobrando da gente boas notas, pois estão investindo muito... Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho...
Ele fez uma pausa. Eu estava boquiaberta com o que ele acabara de falar-me e meus pensamentos foram a mil. Mal comecei uma frase
- Meu filho, você tem razão. É isso mesmo...
E ele me interrompeu dizendo:
Mãe, quando a gente chega em casa, o que mais a gente quer é o colo da mãe. Quando vai mal nas provas ou quando acontece alguma coisa ruim, a gente quer colo. Por que você acha que hoje tantos jovens são quase revoltados? Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados... Só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência.
- Dei um grande abraço em meu filho, beijei-o com muito carinho. E lhe disse:
Meu filho, espero que a morte da Joana não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos!
Ele olhou-ne carinhosamaente e concluiu, antes de sair para a escola:
Não somos máquinas, mãe. Não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10. Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês!
Seus olhos cheios de lágrimas revelavam a dor que sentia pela morte da colega e, ao mesmo tempo, o quanto meu filho valorizava a nossa família. Já fora de casa, ele voltou correndo e me deu um forte abraço e me disse:
- Mãe, obrigado por eu poder contar sempre com você nos maus momentos...E, obrigado, também, pelas broncas, pois sei que as mereço.
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Depois que ele virou a esquina, fechei suavemente a porta, pensativa e convencida de que o tempo e o amor são os melhores investimentos que podemos fazer pelos nossos filhos. O resto é consequência. Nada é mais importante que estes meios essenciais para a felicidade de nossos filhos. E, sem dúvida, só assim poderemos também ser felizes com a consciência tranquila de ter cumprido bem a nossa missão de pais.
(Texto anônimo)
Postado por Marisa Alverga




O BAILE DA VIDA


Os anos passam... As lembranças são eternas, A saudade permanente e nossos olhos em busca de cenas de tempos vividos.
Os anos passam... Vivemos lições de vida, aprendemos a vasculhar nas nossas recordações do coração e a acariciar lindos momentos que se foram para não mais voltar
Os anos passam... Crescemos na alma, mas sempre seremos frágeis no amor
Os anos passam... muitos virão ou quem sabe... nossa estada nesta vida seja curta nada sabemos do amanhã... nem quando vamos ...
Os anos continuam a desfilar na passarela do aprendizado e nós protagonistas da vida, enfrentamos os momentos que nos fazem infelizes e nos deliciamos com os felizes! Resumimos que a vida é um grande baile em que almas se encontram, se esbarram, se unem e se separam...
Cada qual bailando nos conflitos, nas esperanças e nas suavidades de momentos de amor
De todos os anos que se foram, concluo que viver... É ser cada qual, em sua essência adquirida.
Com todas as adversidades, com as lágrimas derramadas, ainda assim, a alegria de viver é o maior presente embrulhado em papéis de brilhos de momentos...

Relembrar é viver um pouco mais Viva a sua vida pois ela é curta. Valorize e ame a você mesmo pois ninguém mais que você, lhe conhece. E não se esqueça... Ninguém lembrará o que fez de bem Mas, ... Todos lembrarão dos seus erros. 

Postado por  Marisa Alverga


CRESCER É  OPCIONAL 

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.