sexta-feira, 14 de julho de 2017

CONTOS

                              

                                   O PÃOZINHO

                    Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam                       muito. Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:
                 - Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos os dias, até             passar esta época de fome. Vou lhes dar um pão por dia.
                 As crianças estavam esfomeadas. Partiram para cima da cesta e brigaram pelos                     maiores pães. Nem se lembraram de agradecer ao homem que tivera tanta bondade                 com elas. Após alguns minutos de briga e avanço nos pães, todos foram embora                         correndo, cada um com seu pão, exceto uma menininha chamada Gretchen. Ela ficou             lá sozinha, a pequena distância do homem. Então, sorrindo, ela pegou o último pão, o             menor de todos, e agradeceu de coração.
                No dia seguinte, as crianças voltaram e se comportaram pior do que nunca.                            Gretchen, que não entrava nos empurrões, ficou só com um pãozinho bem fininho,                  nem metade do tamanho dos outros. Porém quando chegou em casa e a mãe foi cortar            o pãozinho, caíram de dentro dele seis moedas bem brilhantes de prata.
              - Oh, Gretchen! - exclamou a mãe. - Deve haver algum engano. Esse dinheiro não                  nos            pertence. Corra o mais rápido que puder e devolva-o ao cavalheiro!
              E Gretchen correu para devolver, mas, quando deu o recado da mãe, o senhor lhe                 disse:

           - Não foi engano nenhum. Eu mandei cozinhar as moedas no menor dos pães, para                recompensar você. Lembre-se de que as pessoas que preferem se contentar com o                   menor pedaço, em vez de brigar pelo maior, vão encontrar muitas bênçãos bem maiores        do que dinheiro dentro da comida.
        
           Postado por Marisa Alverga

sábado, 10 de junho de 2017

                                                                                                     “Ninguém morre enquanto                                           permanece  vivo no coração
                                                                              de alguém”

À uma amiga que partiu primeiro:

Minha querida Iaci,

        A amizade não conhece tempo nem distância  e esta assertiva é tão verdadeira que há anos não  nos víamos, mas  nem o tempo nem a distância foi capaz, sequer, de arrefecer os laços que nos uniam.
        Nos idos de 1969, precisamente  11 de novembro daquele ano , trabalhamos no antigo INPS. É verdade que não vivíamos uma na casa da outra, mas havia sempre um ombro  para as nossas confidências.
        O tempo passou e a vida nos separou. Havia apenas 90Km entre nós, mas foi o suficiente para que durante algum tempo sequer nos falássemos, mas  de repente senti a vontade incontrolável de vê-la, falar-lhe, abraçá-la, mas não sabia como fazê-lo e então  sem nenhuma  premeditação encontrei-me com uma amiga comum que me disse o número do seu celular. Liguei e não foi você quem atendeu e quando pedi para falar com você, veio a surpresa; o seu esposo disse que você havia partido. Não querendo entender a verdade perguntei: como partiu? Está no céu, ele respondeu.
        Dizem que a Morte é uma grande Mestra, mas confesso que nada aprendi com essa megera. Sei, apenas que o Céu está em festa, porque você é mais uma filha que retorna à Casa do Pai. E daqui, da minha SAUDADE, faço uma prece  ao Deus imortal:
        Senhor Deus, sabemos todos que um dia teremos que voltar ao primitivo lar, mas a separação dói e não há bálsamo capaz de suavizá-la e sem opção, só nos resta aguardar o reencontro e valemo-nos da imaginação para divisar a eternidade como o paraíso que é: cercado de flores, onde predominam as hortências e as violetas, com as folhas em forma de coração.
        Poetas entoam as suas canções, espalhando o amor entre as saudades que por ali proliferam, acompanhados pelos violinos que vibram as suas cordas, embalando os sonhos dos que ai estão. O parnaso, com certeza, é na Mansão Celestial.
        IACI é uma filha que atendendo ao chamado do Pai para o Céu retornou. Estamos certos de que será feliz, porque ai ela não sentirá frio, nem dor; a calúnia e a inveja nunca mais a alcançarão e Maria, a mãe por excelência, será sua eterna companheira na eternidade de Deus.
        A/Deus, minha amiga. Até um dia! Quando? Sabe Deus.


                                                       Marisa Alverga     


Guarabira, 09 de junho de 2017      

terça-feira, 16 de maio de 2017

                                                                                                   
       

Guarabira, 16 de maio de 2017

                                                                CARTA ABERTA


        Vimos convidá-lo  para renovar o nosso contrato de divulgação da sua empresa no Programa SEM FRONTEIRAS, que está no ar há onze anos, na RÁDIO RURAL DE GUARABIRA.     
Na grande Guarabira, o Programa Sem Fronteiras é líder de audiência, medida pelos telefonemas que recebemos a cada domingo, (no ar ou na linha interna), atestando assim  o que afirmamos, isto é, divulgando no SEM FRONTEIRAS você está levando a sua Empresa às cidades circunvizinhas, como  Cuitegí, Alagoinha, Alagoa Grande, Areia, Pilõezinhos, Araçagí, Itapororoca, Rio Tinto, Mamanguape, entre outras cidades, além da Zona Rural de Guarabira.
Se você acredita no seu empreendimento e quer crescer, anuncie, de preferência na RÁDIO RURAL DE GUARABIRA, no programa SEM FRONTEIRA, que funciona assim:
        A divulgação é veiculada seis vezes por dia nos diversos programas da Rádio Rural e aos domingos, no PROGRAMA SEM FRONTEIRAS, é feita de meia em meia hora, durante o programa e o testemunhal, pela apresentadora do SEM FRONTEIRAS,  de 15 em 15 minutos.
        O preço? Cabe no seu orçamento. Ligue 83 – 8888-1587 / 3271 – 1587 e iremos até você. Simples assim.
         A título de ilustração: Alguém acredita que a COCA-COLA precisa de divulgação? Pois até no Polo Norte tem cartaz: BEBA COCA-COLA...BEBA COCA-COLA! E a COCA_COLA, não dá nenhuma atenção aos adversários e continua crescendo!
Informe-se sobre o valor: 9 8888-1587.

                                      Atenciosamente,
                                   MARISA     ALVERGA   


               RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA SEM FRONTEIRAS: MARISA                            ALVERGA - Aos domingos no horário das 09:00h às 11:00h
                                    RÁDIO RURAL DE GUARABIRA
                                      

Olá, mamãe!
Hoje, quando o professor pediu para que escrevêssemos sobre alguém ou alguma coisa, eu resolvi escrever sobre você. Muitos filhos só fazem isso no Dia das Mães, mas eu acho que todo dia é dia das mães, já que você não deixa, um dia sequer, de ser minha mãezinha dedicada. O que eu quero dizer mesmo, é que você é muito importante para mim, e vou escrever, em poucas palavras, o que penso sobre você.
Logo que eu nasci, ainda não podia compreender porque, às vezes, você deixava cair algumas lágrimas na minha barriguinha, enquanto me enxugava depois do banho. Nem entendia porque suas irmãs e sua mãe lhe diziam palavra amargas e chamavam você de irresponsável.
Muitas vezes, você dizia que me amava e que ninguém iria tirar-me de você nem você de mim, e eu me sentia seguro por isso. Eu sabia que havia alguma coisa diferente, pois você sempre ficava sem jeito quando tinha que preencher alguma ficha com meus dados pessoais, e precisava escrever o nome do pai. Na minha ficha, esse espaço sempre ficava em branco.Eu nunca havia notado a diferença, pois você e suas irmãs também não tinham pai, mas agora eu sei que ser viúva é diferente de ser mãe solteira.
Eu só fiquei sabendo o que significava ter um pai na escola, quando meus colegas faziam cartões para entregar a esse personagem, completamente desconhecido para mim. Quando me dei conta de que não tinha um pai para me defender e me proteger, eu fiquei muito triste, afinal, meus colegas todos tinham pai, menos eu.
Mas eu não quero falar sobre pais, quero falar de você mamãe. Quero lhe agradecer por ter me deixado nascer, apesar das dificuldades que iria enfrentar e enfrentou, com muita coragem. Quero agradecer por não ter me negado seu ventre. Depois que cresci fiquei sabendo que muitas mulheres fazem isso quando abandonadas por homens fracos que não assumem a paternidade.
Quero agradecer pelas noites que você ficou acordada sobre meu berço, mantendo a morte afastada, enquanto eu queimava de febre. Desejo lhe agradecer por ter enfrentado as pessoas que lhe chamavam de irresponsável e leviana, quando você contou que eu iria nascer. Talvez elas falassem isso porque não soubessem muito bem o que significa ser leviano e irresponsável.
Quero lhe agradecer, mamãe, por todas as vezes que você correu comigo nos braços para não perder o ônibus. Agradecer por você ter renunciado a tantas coisas para pagar o dentista, o pediatra e comprar remédios para mim. Por não ter ido ao cinema para me fazer companhia. Por ter deixado de sair com seus amigos para cuidar de mim. Eu sei que não foi fácil para você, mas, acredite mãezinha, para mim isso foi muito importante.
Hoje eu já sou quase um rapaz e sei reconhecer o valor de uma mãe. Principalmente de uma mãe que enfrenta sozinha a barra de criar um filho com dignidade. Sei também que não são só as mães solteiras que   
Hoje eu já sou quase um rapaz e sei reconhecer o valor de uma mãe. Principalmente de uma mãe que enfrenta sozinha a barra de criar um filho com dignidade. Sei também que não são só as mães solteiras que Tarde demais, como eu."
A morte é um afastamento temporário entre os seres que habitam planos diversos da vida.
Embora saibamos disso é compreensível a dor que atinge aqueles que se vêem afastados de seus amores pela ocorrência da morte.
Muitas vezes essa angústia decorre do arrependimento pelas condutas equivocadas que os feriram, ou que não demonstrar o verdadeiro afeto que sentíamos por aqueles que partiram.
 Às vezes são as mães que partem, outras são os filhos, ou os pais, os amigos ...
 E tantas coisas deixam de ser ditas, de ser feitas, de ser
vividas ...
Pense nisso!
A vida é marcada por acontecimentos inesperados que a transformam, muitas vezes, de modo irreversível.
Cuide de seus amores porque, embora eles sejam para sempre, poderão não estar sempre ao seu lado.


POSTADO POR MARISA ALVERGA

Obs. Desconheço a autoria