segunda-feira, 6 de agosto de 2012



UM HOMEM INTELIGENTE FALANDO SOBRE AS MULHERES


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e
entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e
dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto,
por uma questão de auto-sobrevivê ncia, lanço a campanha 'Salvem as
Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade
a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda
restam:

Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou
morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem
à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o
que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada
diariamente.

Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É
coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo? no café da manhã as mantém viçosas e
perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as
samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é
necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores

Também fazem parte de seu cardápio ? mulher que não recebe flores
murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e
brutalidade.

Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram
por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se
quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar
o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos
sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso
e apoie.

Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na
existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem
não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram! ). Então, aguente
mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de
decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se
relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa
cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E
não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a
inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca
atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém,
se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para
brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza
para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a
mulher, ele estará salvando a si mesmo.

E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!


Postado por Marisa Alverga

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


A CARTA 



"Como estás?
Escrevo-te esta carta porque quero dizer-te o quanto me preocupo 
contigo e quão grande é o meu desejo de ajudar-te.
Vi-te ontem com teus amigos e pensei que talvez quisesses falar 
também a mim. Esperei todo o dia. Ao entardecer, dei-te um lindo pôr-do-sol para
 terminar teu dia e uma brisa fresca para teu descanso depois de um dia cansativo e esperei...
Nunca vieste. Sim, claro, doeu-me muito, mas ainda assim te amo e quero ser teu amigo. 
Vi-te dormir ontem à noite e quis tocar tua fronte. Enviei raios de lua que cobriram 
teu travesseiro e teu rosto para ver se despertavas para falar comigo, mas não! 
Continuavas em teu sono. Tenho tantos dons para dar-te.
Pouco depois era tarde e foste apressadamente trabalhar. 
Minhas lágrimas misturaram-se à água que caía.
Hoje vejo-te triste, preocupado, só, tão só! Meu coração compreende:
 meus amigos também me abandonaram e machucaram, mas eu te amo. 
Oh, se ao menos escutasses... Eu te amo! Procuro dizer-te por meio do céu azul 
e dos verdes campos. Falo-te aos ouvidos através das folhas das árvores e do odor das flores.
 Grito nos riachos entre as montanhas. Dou aos pássaros cantos de amor para ti.
Visto-te com o calor do Sol e perfumo para ti o ar com o aroma da natureza.
Meu amor por ti é mais profundo do que o mar, 
porém maior é meu desejo  de falar e caminhar contigo!
Eu sei quão duro é viver nesta terra. Realmente o sei e desejo ajudá-lo
 se me deixar somente demonstrá-lo. Quisera que conhecesses o meu Pai. 
Ele deseja ajudar-te também. Meu Pai é assim. Logo tu o conhecerás
e o amarás tanto quanto a mim.
Chama-me qualquer hora do dia ou da noite, pois eu nunca durmo e sempre te responderei. 
Amo-te, sejas solteiro, casado ou divorciado... 
sejas bom ou mau, eu te amo.
Pede-me o que queiras, que se for para o teu benefício eu te darei.
Fala comigo e desabafa tuas angústias e ansiedades que eu sempre tenho tempo para ti.
Por favor, não te esqueças de mim, tenho tanto que partilhar contigo... 
quero dar-te tantas coisas...
Já não te incomodarei mais. Sei que tens muito o que fazer. 
erdoa-me que te tenha tomado tanto tempo, 
mas não podia esperar mais sem deixar-te saber que te amo e que te espero."
Teu amigo fiel,
Jesus de Nazaré.
(Autor desconhecido)

Postado por Marisa Alverga


quinta-feira, 26 de julho de 2012


Boa companhia

Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo.

Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera. Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. É como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.

Preparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão. Caminhando tranqüila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona.
- Não, - respondeu ela - as minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem.

Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde. Os segundos pareceram uma eternidade. E ninguém aparecia.

Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.

Por um momento se sentiu só, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança.

De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada.
- Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?

Ela fez que sim com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um "sim".

Delicadamente, ele segurou o braço dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles. Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal.

Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia.

Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando:
- Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.

Às vezes, quando nos sentimos sós no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade. É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes.

Obs. Desconheço a autoria
Postado por Marisa Alverga

segunda-feira, 23 de julho de 2012


A FLAUTA E O SABIÁ
 
Em rico estojo de veludo, pousado sobre uma mesa de charão, jazia uma flauta de prata. Justamente por cima da mesa, em riquíssima gaiola suspensa ao teto, morava um sabiá. Estando a sala em silêncio, e descendo um raio de sol sobre a gaiola, eis que o sabiá, contente, modula uma ária.
Logo a flauta escarninha põe-se a casquinar no estojo como a zombar do módulo cantor silvestre.
— De que te ris? indaga o pássaro.
E a flauta em resposta:
— Ora esta! pois tens coragem de lançar guinchos diante de mim?
— E tu quem és? ainda que mal pergunte.
— Quem sou? Bem se vê que és um selvagem. Sou a flauta. Meu inventor, Mársias, lutou com Apolo e venceu-o. Por isso o deus despeitado o imolou. Lê os clássicos.
— Muito prazer em conhecer... Eu sou um mísero sabiá da mata, pobre de mim! fui criado por Deus muito antes das invenções. Mas deixemos o que lá se foi. Dize-me: que fazes tu?
— Eu canto.
— O ofício rende pouco. Eu que o diga que não faço outra coisa. Deixarei, todavia, de cantar e antes nunca houvesse aberto o bico porque, talvez, sendo mudo, não houvessem escravizado se, ouvindo a tua voz, convencer-me de que és superior a mim. Canta! Que eu aprecie o teu gorjeio e farei como for de justiça.
— Que eu cante?!...
— Pois não te aprece justo o meu pedido?
— Eu canto para regalo dos reis nos paços; a minha voz acompanha hinos sagrados nas igrejas. O meu canto é harmoniosa inspiração dos gênios ou a rapsódia sentimental do povo.
— Pois venha de lá esse primor. Aqui estou para ouvir-te e para proclamar-te, sem inveja, a rainha do canto.
— Isso agora não é possível.
— Não é possível! por quê?
— Não está cá o artista.
— Que artista?
— O meu senhor, de cujos lábios sai o sopro que transformo em melodia. Sem ele nada posso fazer.
— Ah! é assim?
— Pois como há de ser?
— Então, minha amiga modéstia à parte vivam os sabiás! Vivam os sabiás e todos os pássaros dos bosques, que cantam quando lhes apraz, tirando do próprio peito o alento com que fazem a melodia. Assim da tua vanglória há muitos que se ufanam. Nada valem se os não socorrem o favor de alguém; não se movem se os não amparam; não cantam se lhes não dão gorjeia porque tem voz. E sucede sempre serem os que vivem do prestígio alheio, os que mais alegam triunfos. Flautas, flautas... cantam nos paços e nas catedrais... pois venha daí um dueto comigo.
E, ironicamente, a toda voz, pôs-se a cantar o sabiá, e a flauta de prata, no estojo de veludo... moita.
Faltava-lhe o sopro.
(Coelho Neto)

Postado por Marisa Alverga

domingo, 8 de julho de 2012

´


        O  MEU  A/DEUS a RONALDO


         Recebi um convite  do poeta Manuel  Clementino,  da cidade  de  Arara,  para apresentar   RONALDO  CUNHA  LIMA  numa Feira de Cultura  que ali se realizava.
            Não foi uma missão fácil e me indaguei  onde  a  inspiração para falar sobre um poeta  que carregava  sobre os ombros  o  respeitável nome de RONALDO CUNHA LIMA,  expressão mais alta da cultura paraibana.
            Eu me perguntava onde encontrar  as  palavras que retratassem  fidedignamente  o que RONALDO representava  para as letras  e para a cultura da nossa terra.
                        Dei-me conta, porém, que não seria tão difícil assim,  porque sendo sempre linda a alma de um poeta,  as palavras  traduziriam por força  o que se desejasse dizer.
            O Poeta que apresentei em Arara, nos idos de  1983  - 25.08.de83, para ser exata, dissociava-se do político que ontem fora Deputado Estadual por duas  legislatura (1962  e 1966), como o mais votado naquelas eleições; o Prefeito de  Campina Grande, eleito em 1968, que se viu  deposto 43 dias depois da posse, arrancado  arbitrária e injustamente  do Poder  Municipal    por um ato de exceção, ferindo o direito soberano do povo que o elegeu.  E RONALDO nunca soube por que foi  cassado. E o povo  nunca soube por que  RONALDO  foi cassado, senão por ser um idealista que sonhava o sonho do seu povo. E  a sua alma de poeta amargou durante 10 anos  a saudade da sua gente, do seu povo, da sua terra, quando voltou à  Prefeitura de Campina Grande,  mais uma vez pelos braços do povo.
            Filho de Guarabira, o que muito envaideceu  os guarabirenses,    RONALDO  era também filho de  Arara, de  Campina Grande, da Paraíba, do Brasil.
            Grande   na sua simplicidade  não era apenas o Advogado Ronaldo da Cunha Lima, ou o ex - Prefeito de Campina Grande, o ex- Governador da Paraíba,  ou o Deputado Estadual e Federal, ou o Senador da República,   mas o poeta, aquele do Habeas Pinho,  que sempre se  agigantou  e se impôs pela força da sua canção que tocava o coração da sua Pátria.
            Um poeta que se encantava com as estrelas,  delirava com a lua, que se deliciava ante um  pôr-do-sol;  que se encantava com o gorjear dos  pássaros  e se embevecia  com a Natureza, transformando o mundo num hino de amor.
            RONALDO CUNHA LIMA foi o Poeta que Guarabira emprestou a Campina Grande.
            Um dia veio a Guarabira para lançar um LP  intitulado SEM LIMITE e eu lhe disse naquela ocasião:
Meu querido RONALDO:

Recebi o seu convite
Que me trouxe emoção
Do RECITAL SEM LIMITE  fazer a apresentação.

Não  é fácil,  estou certa,
Tecer argumentação,
Do disco de um poeta
Que nos fala ao coração.

O que a RONALDO dizer eu posso,
E a você que hoje me escuta
Senão que RONALDO é nosso
E juntos iremos à  luta?

Você diz que em noventa
Ninguém lhe sustenta, seja como for
E também não nos sustenta
Queremos você prá Governador.

A história da sua lira
Começa aqui a emergir
Nas ruas de Guarabira
Na Barra de Cuitegi.

É o filho que Guarabira
Emprestou a campina Grande
E por amor a sua lira
Espero que ela nos mande

De volta  o poeta e fique atenta
De olho na nossa mira
O Governador em noventa
É filho de Guarabira.

Agora  a minha meta
É a inspiração
Prá falar de um poeta
Astro da televisão

Em J. Silvestre concorreu,
Na antiga TV Tupi
E uma lição nos deu
Sem que saísse daqui

Uma lição de lascar
Que merece muita atenção
Não se deixou intimidar
Diante da repressão

O programa foi censurado
Saiu, porém, com bravura,
Um homem honrado
Não se curva à Ditadura.

Ganhou um apelido engraçado
Que é repetido ainda
Foi cognominado
De RONALDO COISA LINDA.

Do Programa do Silvestre
Segundo Osvaldo Miranda
Ele foi para a Manchete
E recebido com Banda

De  música e de alegria
E de aplausos também
Deu um show de poesia
Sem temer a mais ninguém.

O dinheiro que ganhou
Foi importante. E por que não?
Se seu prêmio entregou
Para uma Fundação?

Ele não procura história
Mesmo porque foi fadado
A ter em casa uma Glória
Dia e noite ao seu lado.

Se tem uma Glória ao lado
Prá que ia outra querer?
Ele é o seu bem amado
E ela o seu bem querer.

Quem é o rival de Glória,
Ante quem se extasia?
Não sou eu nem a História
É a própria poesia .

Falamos de manhã
e vamos falar agora
do disco e da Guriatã
Que entraram prá História

Do disco consta DESENCONTRO e diante
Do COTIDIANO,HABEAS PINHO e O MENINO QUE SONHAVA
E na CANÇÃO DO AMOR DISTANTE
O SONETO DA SAUDADE nos lembrava

Um  PRESENTE DE ANVIERSÁRIO
Com o CÓDIGO DO AMOR, o AMOR GUARDADO,
ONIPRESENTE num CONVITE À  PAZ imaginário
Recriando auroras no coração de  Ronaldo.

Ele nos encanta e nos deleita
E tudo ao som de um violão plangente
Faz um verso de rima tão perfeita
Que enternece o coração da gente

Louva guardado um amor,
Diz que entre nos só a voz é sentida
Fala no amor  - ternura, como de uma flor,
Que  deve florescer  sempre escondida.

Do DESENCONTRO pensava
“Era manhã  , mas eu quis noite”
E o menino que sonhava
Da vida só recebeu açoite.

Num poema bem moldado
Disse  coisas lindas sobre um  violão
Só mesmo você, RONALDO,
Para   dedilhar as cordas de um  coração.

E “NAQUELA TARDE DE SÁBADO”, a esperança
Do amor, da ternura a acontecer
Diz que dentro da sua lembrança
Nunca  vai anoitecer.

Não é fácil  recriar as horas
Mas ele  o fez com maestria
Propondo PAZ e RECRIANDO AURORAS,
Na sua linda e pura poesia.

Você, RONALDO,meu amigo,meu irmão
Mestre, sejam quais forem os temas
Lançou  o  livro do meu coração
E deu vidas às poesias de ALGEMAS

E não foi só isso, nessa  vida  dura
Que você fez prá mim,  como num hino
Você apresentou TORTURA
E lançou também POR CULPA DO DESTINO

E de OLHOS VENDADOS? É verdade
Foi a você, juro por Deus
Que meu coração, partido de saudade
Pediu para lançar SINFONIA DO ADEUS

Tudo isso você fez sem ser rogado.
Só mesmo você, meu amigo querido,
Só mesmo você meu querido RONALDO,
Soube dar vida a  um  coração ferido.

Tai, RONALDO,  tudo o que sabia
Fazer, eu fiz  com o maior prazer
Desculpe as rimas  pobres  da minha  poesia
O poeta aqui não sou eu, é você.

Você que com altivez e galhardia,
Num momento de emoção
Transforma a vida em poesia
E faz da dor  uma canção .

Você que canta a saudade
Canta  a alegria e a dor e com rara  felicidade
Rima  Deus do céu com amor.

São  muitos os poemas do seu estro
Lembrei alguns lhes dando asa
Quem quiser  saber do resto
Compre o  disco e ouça  em casa

Deixem que numa última rima
Eu me despeça e me exiba
Abraçando RONALDO DA CUNHA LIMA
Futuro  Governador da Paraíba

Deixem, também, que a verdade seja dita  
E eu possa  caminhar em linha reta
Ao RONALDO político, ao RONALDO estadista
Eu  prefiro mil vezes, o RONALDO POETA.

Ronaldo,sabe o que eu acho?
Sou sua fã,eleitora e amiga leal
Digo e assino embaixo:
MARISA  ALVERGA CABRAL.

E  ao levar o meu A/DEUS a RONALDO, meu amigo, meu irmão, meu ídolo, na certeza de que hoje ele canta nos céus a glória do Pai, transcrevo aqui o seu

                                    DESENCONTRO

Era segunda,  imaginei domingo
Era de   noite, imaginei manhã
Chovia muito e eu imaginava sol
As  pessoas de comprimiam e eu não vida nada

Havia multidão e eu me sentia só!

Você  não estava mas eu lhe fiz presente
Você chegava    sem saber se estava
Você  falou sem saber o que disse                                 
E disse  coisas  sem dizer  palavras...

Você  estava perto sem saber se estava
E até me  beijou  sem se sentir beijada
Era  segunda, mas imaginei domingo.

Chegou  o sol mas se fez manhã
Chegou  o dia e se fez  domingo
Houve palavras mas não eram suas
Houve presença  mas sem ser você
Houve  multidão e agitação profunda.

Então era manhã mas eu quis a noite
Fazia sol e eu queria chuva
Era domingo e desejei segunda!”   

                                                           Marisa  Alverga

Guarabira,07 de julho de 2012                       

segunda-feira, 2 de julho de 2012



OS DOIS PEDIDOS



O menino  ainda não tinha dez anos. Seus cabelos claros cobriam-lhe a testa displicentemente. Seus olhos tinham uma expressão de viva curiosidade. Aproximou-se da mãe e, sem cerimônia, questionou-a:
- "mamãe, o que você quer que eu seja quando crescer?"
A mãe deixou os afazeres de lado e olhou demoradamente o pequeno.

- "Por que a pergunta, meu bem?" - devolveu o questionamento ao garoto.
- "Ah, mamãe!", disse suspirando, "hoje, na escola, meu amigo me disse que ele vai ser médico porque seu avô é médico e seu pai também. Então, fiquei pensando nisso. O que você e o papai querem que eu seja?"

O rostinho do menino tinha um traço de apreensão.
- "Meu querido, disse ela abraçando o garoto, "eu tenho apenas dois pedidos para lhe fazer. Quero que você seja correto e que seja feliz."
Beijou suavemente a testa do filho que, insatisfeito com a resposta, afastou-se para poder fitar a mãe diretamente.
- "Não, mamãe! Qual profissão você quer que eu tenha quando crescer?" - voltou à tona achando que não havia sido compreendido.

- "A escolha da sua profissão, meu filho, cabe apenas a você. Isso não me compete, tampouco me causa maiores preocupações. O que eu quero de você é outra coisa. Ou melhor, como eu lhe disse, tenho apenas dois pedidos a lhe
fazer. Vou repeti-los e explicá-los. Quero que você seja correto. Isso significa que espero que você escolha o caminho do bem sempre, mesmo que ele seja mais longo ou mais difícil. Que pense nas conseqüências dos seus atos, para você e também para os outros. Que não tema a verdade, nem a justiça. Ao contrário, que as busque sempre com serenidade e persistência. O segundo pedido, que é tão importante quanto o primeiro, é que você seja feliz. Isso quer dizer que espero que, apesar das dificuldades da vida, você tenha sempre confiança em Deus. Que acredite na justiça divina e que jamais se entregue ao sofrimento. Que você tenha o coração cheio de amor e de coragem para seguir em frente, sempre."

A mãe acariciou o menino, afagando-lhe os cabelos com doçura e concluiu: - "Para mim, meu filho, o que interessa é como você vai ser e não o título que vai carregar."

Pense nisso!
Por vezes, sentimo-nos tentados a buscar realizar nossos sonhos frustrados por meio de nossos filhos.
Induzimos nossos jovens a concretizar ideais de vida que não são os deles.         

Fazemos que eles busquem objetivos que, na verdade, eram nossos. Por mais promissoras que sejam algumas carreiras e profissões, não cabe a nós, pais, escolher os caminhos que nossos filhos trilharão. Nosso dever é prepará-los para que sejam homens e mulheres de bem. Altos salários e títulos de honra nada são se a alma permanece atormentada pela tarefa não cumprida e pelo compromisso abandonado. Se queremos que eles sejam realmente felizes, cabe-nos orientá-los para que busquem a senda da retidão moral. Somente assim nossos amores serão capazes de alcançar a felicidade possível neste mundo.




quarta-feira, 27 de junho de 2012


Minha mãe   - Luiz Maia



Hoje resolvi falar com você, minha mãe. Pedindo licença, vou entrar em sua casa, implorando desculpas por, muitas vezes, ter esquecido de agradecer as coisas boas que aprendi estando ao seu lado. Quero passear de mãos dadas às suas por caminhos que já conheço, estradas que um dia deixei de valorizar. Quando ainda era um menino, a senhora parecia ser tão grande... Diante de nós dava a ideia de ser um mulherão! Hoje, ao vê-la sentada na cadeira, com poucos e ralos cabelos brancos, fez-me recordar o tempo em que a via correndo com o chinelo atrás de mim. Quantas vezes assistia passivamente às guerras de travesseiros, ao jogo de bola quebrando as vidraças das janelas de nossa casa. Mas o máximo que acontecia era tomarmos uma palmadinha de leve ou recebermos um ameaça quando dizia: "esperem o seu pai chegar". Na verdade era tudo encenação de mãe. Do que a senhora gostava mesmo era de nos oferecer carinho e amor, por meio de tantas lições que aprendemos ao longo da vida.

Existe em mim a necessidade de tocar seu rosto e cada móvel espalhado por salas e terraços, detalhes que não me saem do pensamento. Debruçado sobre lembranças, adentrarei sua casa, beijarei seu rosto e pedirei licença para contemplar as flores de seu jardim. Depois abraçarei quem me pôs no mundo, para me redimir das ausências sem motivos aparentes. Se possível, desejo agora afagar suas mãos em total agradecimento por ter cuidado de mim quando eu mais precisei. Quando, meio perdido, tentava ser gente, ser alguém num mundo repleto de imperfeições. Como pude ignorar seu zelo, sua graça, a harmonia silenciosa nesse seu jeito admirável de ser? Eu nunca ressaltei sua importância em minha vida, querida mãe. O quanto que foi imprescindível no meu aprendizado quando quis me ensinar a cartilha para que eu fosse um homem de bem.
Nas vezes em que eu a esqueci, nem imaginei que um dia poderia se ressentir diante dessa indiferença. Logo você, a quem tanto amo e por quem nutro imenso carinho. As ausências que nos afastaram não merecem ser esquecidas, mas já fui há muito por você perdoado. Por isso amo a vida, além de ser grato à minha mãe por ser generosa. Devo-lhe a vida e os meus melhores momentos. Seus ensinamentos me fizeram uma pessoa feliz, alegre e satisfeita com a presença de Deus no meu caminhar. Mas um dia eu esqueci tudo. Embora eu saiba que o próprio mundo esquece, eu nunca poderia esquecer sua presença em cada passo meu, já que sua vida me é cara por ser um exemplo para mim. A serena liberdade estampada em seu rosto não é comum à maioria das pessoas, já que a senhora nasceu para ensinar seu canto livre. Por isso lhe peço: afasta de nós a ilusão do esquecimento!


Mensagem enviada por  Elenilda, da cidade de Borborema -PB
Postado por Marisa Alverga

sexta-feira, 22 de junho de 2012


AS  MARCAS   DEIXADAS  POR  NÓS

Renomados terapeutas que trabalham com famílias
divulgaram uma recente
pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão
cada vez mais frios:

- não existe mais carinho;
- nâo valorizam mais as qualidades;
- só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam
valorizando os defeitos uns dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias
de média e alta renda.
Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa,
não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc...

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que
usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência,
são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo
em seus lares mais o excesso de orgulho impedem que as pessoas digam
o que sentem. Assim, acabam levando essa carência para dentro
dos consultórios, fracassam em seus casamentos e acabam procurando
em outras pessoas o que não encontram dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados!
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de
nossos parceiros ou nossas parcerias, o comportamento de nossos filhos!

Vamos observar o que as pessoas gostam:

- o bom profissional gosta de ser reconhecido;
- o bom filho gosta de ser reconhecido;
- o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos;
- o bom amigo que se sentir querido;
- a boa dona de casa de ser valorizada.

Assim, também,

- a mulher que se cuida,
- o homem que se cuida...

Enfim, vivemos numa sociedade em que uns precisamos dos outros.

É impossível vivermos em solidão, e os elogios são motivação
na vida qualquer pessoa.
Quantas pessoas você poderá fazer felizes hoje elogiando
de alguma forma?

Pense nisso!!!

autor
Arthur Nogueira - psicólogo

Postado  por  Marisa Alverga


segunda-feira, 18 de junho de 2012


MILAGRE


Milagre para mim, é ver a chuva molhar
os campos e reacender aquele cheiro
bom de terra molhada,
cheiro de banho de natureza,
que faz brotar sementes até os sonhos...

Milagre é olhar o céu e ver aquele mundão
de estrelas, ali, tudo juntinho
sem competir, sem se esbarrar
e sem nenhuma empatar o brilho da outra...

Milagre é essa diversidade de flores que
Deus planta pra aqui e pra acolá, só para
colorir o caminho da gente
assim como quem não quer nada
mas querendo nos ver felizes...

Milagre é tudo que o homem inventou
com a inspiração que Deus deu,
telefone, luz elétrica, rádio, TV, cinema, etc.
Eu não sei como isso funciona
e nem quero aprender, mas que é milagre, É...

Milagre é o que a genética faz:
De uma coisa pequetitinha de nada,
cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova,
porque a alma é Ele que coloca....

Milagre para mim, é esse mundão sem porteira,
sem eira, sem ter um canto para o vento
fazer a curva sem ter começo delimitado e nem fim...

Milagre é quando olho para meus filhos
e vejo traços físicos meus, quando adentro suas almas
vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus
infinitas
vezes, por esse milagre...

Milagre é a inocência das crianças que falam
na cara da gente o que pensam.
Pequeno Buda de 6 anos, falou que Deus
é bom porque faz nuvens com forma
de bichinhos fofos....

Milagre é acordar de manhã, abrir a janela
e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu,
cada dia de um jeito, faz tudo com capricho
e carinho. Ah, acordar já é milagre, e dos maiores...

Milagre é quando Deus esquece de dar um irmão pra gente,
ai Ele acode e dá o irmão com o nome de amigo
esse é um dos milagres que eu adoro receber....

Milagre é quando alguém que amamos,
sem querer, despedaça o nosso coração
em um fantastilhão de pedaços, e a gente pensa que vai morrer.
Ai aparece alguém com uma cola mágica e conserta

Milagre é ser
um doador de órgãos,
pois quando Deus chama para voltar para casa,
só chama o espírito, e esse chega perfeito,
se do corpo ficar algo é para aperfeiçoar uma outra vida...

Milagre é a natureza que a neve mata
ou o fogo destrói, ai nasce tudo de novo sem se importar
se vai ser destruída novamente, acho esse milagre lindo!

Milagre é quando vejo pessoas ajudando
as vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor
tem gente que chama isso de solidariedade,
eu chamo de milagre...

Milagre, é essa tal de internet que fez minha mensagem
chegar até você que as vezes não conheço o rosto,
o nome, e nem sei dos sonhos...

Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!

OBS. Desconheço a autoria
Postado por Marisa Alverga



sexta-feira, 8 de junho de 2012


Miss Imperfeita – Martha Medeiros

‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.  E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
  • Tempo para fazer nada.
  • Tempo para fazer tudo.
  • Tempo para dançar sozinha na sala.
  • Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
  • Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
  • Tempo para uma massagem.
  • Tempo para ver a novela.
  • Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
  • Tempo para fazer um trabalho voluntário.
  • Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
  • Tempo para conhecer outras pessoas.
  • Voltar a estudar.
  • Para engravidar.
  • Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
  • Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’
Por: Martha Medeiros – Jornalista e escritora
(Texto na Revista do Jornal O Globo)

Postado porMarisa Alverga